domingo, 5 de março de 2017

21



Vinte e um.
Não vinte.
Não vinte e dois.
Vinte e um gramas.
É quanto pesa a nossa alma.

Será pouco?
Será demasiado?
Será a nossa alma leve?
Será pesada?
Será portanto suficiente?
Será que nos faz gente?
Será isto, será aquilo?
Com a vida que levamos...
Será caso para perguntar:
     - A como é que está o quilo?

sábado, 18 de fevereiro de 2017

pára

Basta! Nem mais um minuto à procura daquilo que já tens! É como procurar os óculos quando os tens no cimo da cabeça... Que necessidade é essa de procurar, de estar em constante busca, de estar insatisfeito,...? Olha à tua volta. A felicidade vive a teu lado. Sempre esteve ao teu lado. Mas nas pequenas coisas. Abre os olhos e agradece teres sido feliz até agora sem sequer te teres dado conta. Agradece à Felicidade ter estado sempre ao teu lado, singela e tímida como que receando que finalmente olhasses para ela de frente. Ela gosta de ser procurada. Ela gosta deste jogo de escondidas, mas chega. Está na altura de pôres os óculos e colmatares essa miopia de sempre, e para sempre seres feliz.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

podia

Podia ser um dia como outro qualquer. Casa, trabalho, trabalho, casa. Mas não é.
É o dia em que resolvi voltar.
Podia ser um dia como outro qualquer mas não é.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

não

Não tolero a intolerância.
Estou farta de pessoas que criticam os outros apenas por criticar. Estou farta de pessoas que não se põem no lugar dos outros nem sequer por um segundo. Estou farta de pessoas que se esquecem que por trás de cada um de nós há uma história. Uma história que justifica quem nós somos. Estou farta de pessoas que criticam os outros esquecendo-se que as pessoas são como são não por escolha própria mas por todas as circunstâncias inerentes à vida, a estar vivo num determinado lugar, num tempo definido, numa família, numa escola e numa sociedade que nos molda. Estou farta de pessoas que não toleram as diferenças. Estou farta de pessoas que se esquecem que sendo como são não podem criticar os outros por também serem como são. Sejamos intolerantes com quem o é também. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

bolhas



Todos nós vivemos dentro de uma bolha. Todos nós nos tentamos proteger uns aos outros de saltar para fora da bolha. Evitamos a todo o custo não olhar para fora da nossa bolha. Temos medo de ver o que para lá se passa. Porque ouvimos dizer e quem já saltou para fora da bolha já nos contou o que para lá há. Sabemos que é tão mau que preferimos continuar a olhar e a viver dentro da bolha que construímos para nós próprios. Se não vemos não dói. Se não vemos não sentimos pena. Se não vemos é porque não existe. O pior é que às vezes a bolha rebenta e as pessoas à nossa volta, tal como nós, não vão querer nunca sair das suas bolhas.