Não é justo. Não me podes tratar assim. Usas e
abusas de mim e depois fartas-te. Nunca mais me ligas nenhuma. Afinal o que sou
eu para ti? Um mero objeto que pensas que te podes dar ao luxo de pôr de parte
quando já não queres. Só quando precisas de mim é que me dás atenção. E eu
nunca te digo que não. Estou sempre cá para ti. Ajudo-te a deitares cá para
fora tudo o que sentes. Ajudo-te a arrumar os pensamentos na tua cabecinha.
Ficas sempre mais leve depois de me usares e mesmo assim não aprendes. Depois
de algum tempo sem mim, voltas com toda essa sofreguidão de quem quer engolir o
mundo. Não pode ser. Eu exijo justiça! Das duas, uma! Ou de facto não gostas de
mim e fica o assunto resolvido, passas a ser apenas mais um humano. Ou admites
que gostas de mim de verdade e nunca mais me deixas sem razão aparente. Pelo
menos faz-me todos os dias um bocadinho de companhia! Nesta segunda hipótese,
tenho a certeza que serás mais feliz e que eu até te irei surpreender! Vá… Toca
a decidir! Olha que não volto atrás na minha palavra (como tu sabes muito bem!).
O que está escrito, escrito está! Ou eu não me chame Escrever!
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quarta-feira, 23 de julho de 2014
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Deixas-me assim desamparada
Deixas-me assim desamparada, sem saber onde cair
morta. Deixas-me e vais-te embora sem sequer olhares para trás. Outros dias
houve em que não me largavas um segundo e dizias que era tudo para ti. Hoje
deixas-me assim desamparada, sem saber o que fazer. Escolheste um belo sítio
para me deixares desamparada. Pensaste que por ser o meu jardim preferido me
iria sentir melhor. Já nunca mais vou é conseguir passear nele da mesma
maneira. Deixas-me assim desamparada e confiante foste embora. Nem sequer um
último beijo me deste. Levaste contigo o meu coração no momento em que me
viraste as costas. Só espero que nunca te deixem desamparado a ti porque eu sei
onde te iria encontrar para reaver o meu coração.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Não te oiço! Não te estou a ouvir. Quando é que te calas?
Não te oiço. Não te estou a ouvir. Quando é que
te calas? Estou farto das tuas lamentações. Queres parar por um segundo? Não te
estou a ouvir. Para! Quero que me oiças. Preciso que alguém me oiça. Quero
ouvir a minha voz. Quando é que vais parar de falar? Cala-te. Agora não me dá
jeito. Não tenho tempo. Tem de ficar para depois. Estou muito ocupado. Não te
posso ouvir agora. Não te quero ouvir agora. Depois só posso para o outro dia. Agora
é que não. Que aborrecido! Estás sempre a repetir as mesmas frases. Chato! Será
que não vês a minha cara de preocupado? Tenho mais que fazer do que estar aqui
a perder tempo contigo. A minha vida não é isto! Agora tenho de me ir embora.
Não posso ficar aqui. Quero ir para outro lugar. Tenho de ir para longe. Não.
Tu não podes vir comigo. Não percebeste ainda? Estou fartinho de ti. Só queres
que eu te oiça e não tens tempo nenhum para me ouvir! Basta! Já chega. Não
tenho paciência para aturar isto. Já é demais. Já me sinto cansado. Na verdade
estou exausto e sem cabeça para pensar. O meu corpo ficou pesado. Olha, parei.
Estou inerte. Agora passas por mim e nem me vês. Agora tinha tempo para te ouvir.
Não queres? Já é tarde? Tens razão, vou-me deitar.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
#desabafo
(para quê ter ideias luminosas se depois não as consigo
manter ligadas à corrente?)
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