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segunda-feira, 16 de julho de 2018

ler

Quero ler páginas que me piquem. Quero que as palavras ecoem no meu pensamento durante horas, dias e não conseguir esquecê-las durante anos. Não quero literatura efémera. As letras têm de me fazer gritar, suspirar, transpirar de medo ou regozijar de alegria. Preciso de uma nova forma de pensar. Quero perspectivar o mundo com outros olhos e para isso, preciso que as páginas que leio não se contentem em me agradar. As páginas que leio têm de me odiar e de dizer algumas verdades. Só assim vale a pena ler. Só se nos fizer crescer.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

verdade


O que é que nós sabemos, efetivamente, sobre a verdade? Alguém sabe a sua cor? Já alguém a encontrou na rua? Por vezes ouvimos falar no “dono da verdade” mas já alguém o conheceu? Tu nunca sentiste a verdade tocar-te ou beliscar-te, pois não? Eu cá acho que a verdade não passo de um mito. Ajuda-nos a viver melhor o saber que existe alguma verdade por detrás das coisas e como explicação para as ações das pessoas. A verdade é um colchão que ampara as nossas quedas quando precisamos de encontrar uma razão. Outras vezes deitamos-lhe as culpas. Essa maldita que nos fez ver uma pessoa com outros olhos ou que nos obriga a mudar o nosso comportamento sobre o mundo. Eu continuo muito cética. Se a verdade for, de facto, verdadeiramente verdade, que se apresente perante mim sob a forma que quiser. Se a verdade assim não o fizer, concluímos que a verdade nunca passou de uma grande mentira. A verdade é que sabemos muito pouco sobre a verdade. E sobre a mentira, o que sabemos?