ÓDIO
histórias ainda por abotoar
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Poema em seta
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Até daqui a muito tempo
Há muito tempo que não passava por aqui. É bom sinal.
Só escrevo quando me dói a alma.
Vim aqui procurar um texto que escrevi uma vez sobre o mar. Não encontrei.
Deve ter ficado perdido num caderno.
Até daqui a muito tempo.
domingo, 19 de fevereiro de 2023
Não foste notícia no telejornal da noite mas o mundo não será o mesmo.
Não foste notícia no telejornal da noite mas o mundo não será o mesmo.
terça-feira, 7 de julho de 2020
Patati-Patatá
Era uma vez um Patati-Patatá.
Desculpa.
Era uma vez um Patati e um Patatá.
Humm.
Outra vez.
Era uma vez um Parati-Paratá.
- Para mim?
- Sim, Parati. Parati-Paratá.
- Mas quem é esse Tá?
- Qual Tá?
- Então, disseste para mim e para Tá. Quem é esse Tá?
- Que confusão! Não há nada para ti!
Era uma vez uma Parati-Paratá. O Parati-Paratá é um rebuçado.
- Ah! Pensei que eram dois.
- Não, é só um. Um Parati
E toma lá, dá cá.
A primeira vez que te vi
A primeira vez que te vi
Foi num jardim
com a minha mãe.
A tua perfeição
deixou-me boquiaberta.
Perplexa também.
Nada mais és, do que ar.
O sopro do coração.
Sei que a minha mãe te fez com carinho.
Estico-me toda,
mas em vão.
Tento agarrar-te
mas não consigo.
Fico só a olhar,
a ver-te cair.
E assim sou feliz.
Deslumbrada
com as tuas mil cores
Ao te aproximares do meu nariz.
Finalmente consigo alcançar-te!
Toco-te com a ponta do dedo!
E num instante
tu desapareces.
Acaba a magia.
Acaba a emoção.
De ver pela primeira vez
Uma bola de sabão.

